Amei-te.
Talvez pelas coxas
Que, em orgulho, disseste possuir.
Talvez pela simples presença
Ao lado meu, sem razão.
Mas quando te disse: "Olha-me!"
Vi e compreendi o que talvez não apreendeste.
Em simples olhar profundo
Que para ti não tenha sido nada além de estranho,
Vi e compreendi.
Oh, cobiça que não permitiu o que vi
Amei-te, talvez.