Esse fim de semana fui enfim ao Musée d'Orsay, bem em frente ao Louvre. Com bastantes obras de grandes pintores que só vemos em livros: Van Gogh, Renoir, Cézanne... Uma obra incrível e grande que me impressionou todavia foi "Labourage Nivernais" (1849) de Rosa Bonheur, da qual nunca ouvira falar e de quem só soube algo agora pelo Wikipédia. Trata-se de praticamente uma fotografia de uma aragem à força animal. Virou fundo de tela.
Antes disso, reimpressionara-me algo que vira. Dois jovens que se sentaram no terraço do museu, frente a algumas esculturas para desfrutar de um pequeno lanche: cenouras. É algo recorrente entre os franceses - não sei se entre outros na Europa - o hábito de fazer um lanchinho comendo apenas e simplesmente uma cenoura. Uma cenoura crua, nada mais que isso. Na hora, escrevi no telefone "comedores de cenoura" para un post aqui e quem sabe algum outro escrito. Mais tarde, enquanto andava por Paris, ouvi um lojista que dizia a sua colega fazer uma pausa para comer algo: uma cenoura. É, sim, é algo comum e recorrente.
Por coincidência, vim a descobrir pelo Google ao verificar se já era tema de alguém, Van Gogh também já retratara em seus primórdios unss comedores de vegetais. Os seus, os de batata. Agora, isso sim me impressionaria: alguém que no meio da tarde, em vez de lanchar uma maçã, uma pera, ou até vai uma cenoura, parar para comer batatas.
domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Expectativas
O Brasil vive um momento único. Política e economicamente. A ascensão de uma "tecnocrata" à presidência do país, embora muitos usem essa denominação de forma pejorativa, pode representar enfim um salto há muito necessário no sistema, na forma de pensar o Estado. Digo ser mais apreciável, nesse caso, alguém com uma visão técnica e gerencial ter de caminhar e se enquadrar ao modo político que o contrário.
Fixado e estabilizado o sistema brasileiro, o governo tem uma chance que não se pode perder de avaçar na sua melhoria. Demandar quadros, cobrar resultados e estipular metas com certo despreendimento político é possível para o governo Dilma. Mulher de incomparável competência e conhecimento do país, pode - e deve- consertar algumas mazelas e instituir regras que permitam ao Brasil avançar a um desenvolvimento equilibrado e consistente. Deve trazer à tona a busca de uma visão a mais longo prazo, de Estado, e não presa sempre ao modelo político e personalista.
É momento de se hastearem bandeiras que norteiem o caminho de uma nação. Não é fácil. Se fará à base de alguns choques -de interesses, principalmente. Mas deve ser encarado como prioridade.
Fixado e estabilizado o sistema brasileiro, o governo tem uma chance que não se pode perder de avaçar na sua melhoria. Demandar quadros, cobrar resultados e estipular metas com certo despreendimento político é possível para o governo Dilma. Mulher de incomparável competência e conhecimento do país, pode - e deve- consertar algumas mazelas e instituir regras que permitam ao Brasil avançar a um desenvolvimento equilibrado e consistente. Deve trazer à tona a busca de uma visão a mais longo prazo, de Estado, e não presa sempre ao modelo político e personalista.
É momento de se hastearem bandeiras que norteiem o caminho de uma nação. Não é fácil. Se fará à base de alguns choques -de interesses, principalmente. Mas deve ser encarado como prioridade.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A vida vem em ondas...
De longe aprendemos a olhar as coisas diferentemente. De fato, diz Amit Goswami, para fugirmos dos paradoxos e ter uma compreensão ampla, temos de nos colocar do lado de fora do sistema.
De longe, aprendo a ver o Brasil diferentemente a cada dia. Em tanto que povo, que política, que paisagem, que momento. Dá-se valor àquilo que no antes. Fundamentam-se repreensões aos vícios que sempre ali existiram.
As notícias vêm em sua maioria por esse próprio meio. Na maior parte, engajadas. Falta aquele olhar mais cotidiano, ouvinte das bases, do que se discute no bar, na padaria, com o carteiro.
Ainda assim, permitem um olhar diferente e que tentará aqui.
De longe, aprendo a ver o Brasil diferentemente a cada dia. Em tanto que povo, que política, que paisagem, que momento. Dá-se valor àquilo que no antes. Fundamentam-se repreensões aos vícios que sempre ali existiram.
As notícias vêm em sua maioria por esse próprio meio. Na maior parte, engajadas. Falta aquele olhar mais cotidiano, ouvinte das bases, do que se discute no bar, na padaria, com o carteiro.
Ainda assim, permitem um olhar diferente e que tentará aqui.
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