Esse fim de semana fui enfim ao Musée d'Orsay, bem em frente ao Louvre. Com bastantes obras de grandes pintores que só vemos em livros: Van Gogh, Renoir, Cézanne... Uma obra incrível e grande que me impressionou todavia foi "Labourage Nivernais" (1849) de Rosa Bonheur, da qual nunca ouvira falar e de quem só soube algo agora pelo Wikipédia. Trata-se de praticamente uma fotografia de uma aragem à força animal. Virou fundo de tela.
Antes disso, reimpressionara-me algo que vira. Dois jovens que se sentaram no terraço do museu, frente a algumas esculturas para desfrutar de um pequeno lanche: cenouras. É algo recorrente entre os franceses - não sei se entre outros na Europa - o hábito de fazer um lanchinho comendo apenas e simplesmente uma cenoura. Uma cenoura crua, nada mais que isso. Na hora, escrevi no telefone "comedores de cenoura" para un post aqui e quem sabe algum outro escrito. Mais tarde, enquanto andava por Paris, ouvi um lojista que dizia a sua colega fazer uma pausa para comer algo: uma cenoura. É, sim, é algo comum e recorrente.
Por coincidência, vim a descobrir pelo Google ao verificar se já era tema de alguém, Van Gogh também já retratara em seus primórdios unss comedores de vegetais. Os seus, os de batata. Agora, isso sim me impressionaria: alguém que no meio da tarde, em vez de lanchar uma maçã, uma pera, ou até vai uma cenoura, parar para comer batatas.
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